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quarta-feira, 7 de junho de 2017

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FERRADURA



A Ferradura é um objeto que simboliza a sorte, a energia positiva e a proteção. Em muitas culturas tem a função de amuleto, talismã de proteção.

O uso das ferraduras como talismãs protetores se originou na Europa, mais precisamente na Grécia Antiga. Para os gregos, o ferro era o mais poderoso dos elementos que os protegia de todo o mal e, por isso, a ferradura simbolizava um amuleto para atrair energia positiva e boa sorte.
Ademais, os agricultores colocavam as ferraduras acima das portas das casas, dos celeiros e dos estábulos para assim, afastar os maus espíritos. Além disso, como seu formato lembrava a Lua crescente, simbolizava sobretudo a fertilidade e a prosperidade. Da mesma maneira, os ciganos utilizam a ferradura como um talismã para afastar o azar que simboliza a fortuna e a boa sorte.

Para tanto, a posição da ferradura deveria ser colocada com o semi-círculo para baixo de forma que as pontas ficassem viradas para cima, para o céu, a fim de conservar a sorte. Em alguns lugares, como em aldeias da Espanha, as ferraduras são colocadas com as pontas para baixo, contudo, buscando as mesmas finalidades, ou seja, sorte e proteção divina.

Na América do norte, a ferradura é um dos talismãs mais comuns que simboliza a proteção mágica, colocada sobre os vãos das portas dos celeiros e dos estábulos com as pontas viradas para baixo. No entanto, hoje é geralmente colocado para cima, como um recipiente ou vaso de boa sorte. No México, as ferraduras são vendidas com placas do Santo "San Martin Caballero" a fim de trazer sorte e proteção.

São Dunstan de Canterbury (924-988), conhecido por Arcebispo de Canterbury, foi um monge cristão inglês muito conhecedor da metalurgia que um dia encontrou com o Diabo e pôs-se a massacrá-lo com objetos de ferro. Dustan prometeu que o soltaria se, no entanto, ele não aparecesse nas casas que tivessem uma ferradura à porta. Até hoje, muitos cristãos acreditam que as ferraduras penduradas nas portas possuem poderes de afastar os maus espíritos.

Na versão celta:



Segundo o folclore antigo, o mundo das “fadas” existiu durante a Idade da Pedra, através do que é hoje o norte da Europa e as Ilhas Britânicas. Quando as tribos celtas começaram a invadir essas terras, cerca de 400 a.C., as fadas escondidas nas florestas camuflaram-se de verde, numa tentativa muito parecida com os duendes de hoje.
Os colonos contavam histórias sobre o povo misterioso e mágico que vivia na floresta, também conhecidos como elfos e “goblins”, ou duendes.

Os duendes foram acusados de causar muitas desgraças entre os colonos, lançando magias para impedir as vacas de dar leite e as galinhas de dar ovos, e causando infertilidade em casais. Lendas também falam de bebês raptados pelas fadas.

Diz-se que os goblins primitivos temiam as armas de metal dos seus inimigos, os humanos, e, portanto, tinham medo de ferro. Para afastar os maus espíritos e duendes de suas casas, as pessoas penduravam ferraduras sobre suas portas dianteiras. Segundo especialistas, as ferraduras eram ainda duplamente assustadoras para os duendes, porque além de ser de ferro, pareciam o deus celta da lua crescente.

O emblema sobreviveu ao longo dos séculos, mas ainda há algum debate sobre a maneira correta de posicionar a ferradura a fim de repelir o azar: algumas pessoas acreditam que uma ferradura com as duas pontas apontando para cima dá sorte, enquanto outras tradições afirmam que as duas extremidades devem apontar para baixo a fim de que a sorte bata à porta.

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